Unicef lança relatório Situação da Infância Brasileira 2006

O Fundo das Nações Unidas para Infância lançou nesta quarta-feira (14/12/2005), em doze cidades brasileiras, o relatório Situação da Infância Brasileira 2006 – O Direito à Sobrevivência e ao Desenvolvimento. A produção editorial do relatório ficou a cargo da Cross Content.

Segundo o Unicef, o Brasil fez importantes avanços nos cuidados com crianças de até 6 anos de idade, a chamada primeira infância. O Índice de Desenvolvimento Infantil (IDI), elaborado pelo Unicef, subiu entre 1999 e 2004 de 0,61 para 0,67 (no índice, quanto mais perto de 1, melhor as condições de vida das crianças).

O Índice de Desenvolvimento Infantil é composto pelo indicador de escolaridade dos pais, do acesso das mães ao pré-natal, das taxas de imunização e de acesso à pré-escola para crianças de 4 a 6 anos. O Índice é voltado para o desenvolvimento nos primeiros seis anos de vida da criança. O Brasil tem hoje 23 milhões de crianças com até 6 anos de idade.

Outra boa notícia, segundo o Unicef, é que o país agora tem uma Unidade da Federação com alto Índice de Desenvolvimento Infantil, São Paulo. Seis estados deixaram de ter baixo Índice de Desenvolvimento Infantil e passaram a ter índice considerado médio, Acre, Amazonas, Bahia, Maranhão, Pará e Piauí. Alagoas é o único estado que ainda tem baixo IDI, embora tenha melhorado consideravelmente entre 1999 e 2004.

As regiões Norte e Nordeste foram as que mais avançaram no IDI. Nessas regiões, porém, lembra o UNICEF, concentram-se os maiores índices de mortalidade infantil. O índice de transmissão vertical do HIV, o vírus da Aids, também é mais alto nessas regiões, variando, em média, entre 12% e 14%, enquanto a média nacional está entre 3% e 4%. A transmissão vertical pode ser evitada se a gestante conhece seu status sorológico e recebe tratamento durante a gravidez e o parto. O Brasil pretende aproximar de zero a transmissão vertical até o final de 2007.

Também as crianças negras e indígenas são especialmente vulneráveis, diz o Unicef. Por exemplo, entre alguns povos indígenas, como o Saterê-Mawé, no Amazonas, 66% das crianças não têm registro civil. No que diz respeito à mortalidade infantil, crianças negras têm índice de 38 mortes para cada mil nascidas vivas, enquanto entre as crianças brancas, a taxa é de 22,9 por mil.

Download do livro Situação da Infância Brasileira 2006

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